Ele foi e eu fiquei.
Os dois se aproximaram e eu me afestei.
Não me fez bem.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Crônicas em vida.
Diva era filha de Sara e Davi. Sara teve uma gravidez de risco e um parto conturbado, quase perdeu a filha. Davi batizou a filha de Diva pois como a criança quase morreu ao nascer ele prometeu que daria uma vida de princesinha para sua filha. Diva era alegre, sorridente, mimada, e adorava fazer desenhos para os pais, era uma aluna exemplar, cantava no coral da igreja. Aos 12 anos de idade Diva ficou doente e após uma bateria de exames o diagnóstico foi: Lupos. A doença torturou a menina por anos, durante uma crise muito forte acabou ficando depressiva. Para fugir da depressão buscou refugio nos alimentos. Com o tempo ficou gorda e deformada. O resultado de tanta comida além de: não participar ativamente das aulas de educação física no colégio, não andar de ónibus por não passar na catraca, não encontrar namorados, ser motivo de piadinhas; foi o diabetes. Diva que não tinha histórico de diabéticos na família, agora tinha uma serie de privações. Teve crises de abstinência por não poder comer seu chocolate favorito. Aos 19 anos conheceu Abel, o único rapaz com o qual namorou. Substitui o vicio nos alimentos por Abel. Estava tão perdidamente apaixonada que, contrariando os costumes de sua família que eram cristãos protestantes fervorosos, teve sua primeira relação sexual antes do casamento. Durante o ato, talvez por Inexperiência ou por desatenção Abel colocou a camisinha de forma desajeitada em seu pênis, ela acabou rompendo durante o coito. Como eram frequentes os exames de Diva, ela acabou descobrindo rápido qual foi o resultado da fantástica noite com Abel: HIV. Sara e Davi desertaram a filha quando souberam o que ocorreu entre ela e Abel. Alguns meses depois teve de amputar as pernas devido complicações do diabetes. Por um erro médico fizeram a cirurgia errada e retiraram um de seus rins. Poucos dias depois sua imunidade estava extremamente baixa, culpa do HIV, resultado: Diva morre. Os pais da jovem decidem entrar na justiça contra o hospital e o medico que cometeu o erro cirúrgico. Após negociações os pais decidem não processar o hospital e em troca ganham uma quantia em dinheiro. Enquanto isso as fofocas corriam de boca em boca, eram os vizinhos, os parentes, os amigos da igreja. Ouvia-se comentários do tipo: "A Diva descansou! coitada né? tava sofrendo, foi melhor assim, era a vontade de deus" "É a vida."
Opções.

Uma casinha de bonecas e bonecos, com o carro, varias roupas, estilos de cabelo diferentes. Colocar as bonequinhas para fazer festinha, comer, conversar, namorar. Um dia eu me canso delas e vou brincar no vídeo-game, nossa! lembrei que tenho uma vida extra naquele jogo. Banco imobiliário, tem tempo que não fico rico. Ainda não decorei as novas cartas do Master. Droga, amanham tenho aula, preciso de mais tempo para jogar aquele jogo on-line, aquele onde eu sou mago, se me empenhar mais quem sabe posso virar bruxo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Sinestesia.
As vezes a paisagem é bonita e pronto, não tem muito de especial, mas agrada,as cores ficam deslumbrantes quando iluminadas por alguns tons. Chuva bem fraquinha, eu vi quando ela estava chegando, não muito longe a imagem era distorcida pelos pingos. Vento, levou as nuvens de chuva bem na hora que o sol já se despedia também. O único vento agora é o do ventilador, pela janela nada mais que outro prédio com janelas, sacadas com plantas, tudo molhado pela chuva e o sol mesmo tímido vai secando o que pode antes de ir embora. As plantas balançando uns centímetros. Sons de carros, alguns pássaros, uma criança, o ventilador, o teclado, está tudo em silencio. Nada de sobrado de vários andares, carros modernos, viagens no final do ano (apesar de serem bem agradáveis), nada de nada. São só as cores, o balanço e os sentidos. Tudo simples. Nada de mais, nada de menos. Eu senti, eu gostei. Estou escrevendo algo que nem mesmo meus sentidos captaram bem. Foi bom.
Monstro do armário.

Todas as noites a criança ia dormir, colocava a cabeça sob o travesseiro e refletia sobre o que acontecera no dia, pensa no que havia aprendido, nos novos amigos que fez, com quem brigou, pensava em tudo quanto é coisa. A pobrezinha quando estava quase absorta em seus pensamentos, quase adormecendo, olhava para o guarda-roupas e via um monstro terrível! O monstro abria a porta do do móvel devagarzinho, chegava muito próximo da criança e ria, fala coisas que à metiam medo, relembrava episódios de sua vida, cenas do qual ela queria esquecer. Era um terror. Toda noite a criança passava os olhos pelo armário e nem lembrava da criatura porque estava muito embalada em seus pensamentos, ficava num estado onde já não se sabe o que era sono, sonho ou realidade. Porém o monstro era bem real e todas as noites tinha formas diferente. A criança foi crescendo e aquele ser continuava a perturba-la todas as noites. Se tornou algo tão rotineiro que apesar de ficar apavorada toda vez que estava na presença dele, esperava por ele todas as noites. Depois de muitos anos de convivência com o Monstro, a criança que já nem era mais uma criança estava entediada em sua casa, sem muito o que fazer, apenas pensando na vida, resolveu mexer em seu armário; Não encontrou nenhum monstro, ficou lá, apenas mexendo em suas roupas, suas coisas, e olhando no espelho pendurado na porta do guarda-roupas. Estava tão entediada e sozinha que acabou morrendo. Jornais noticiaram sua morte no outro dia como "Inesperada e fatal".
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Não me deixe só, eu tenho medo do escuro.
Me deixe ocupado querido, não permita que minha mente entre em devaneio. Eu não posso ficar sozinho comigo mesmo.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Terra remota em alto mar.
Eu vou me esvaziar, vou escrever, escrever, vou falar ou pelo menos tentar. Já estou vazia, não posso falar, eu sou seco não vou negar. Nada me pertence, sou uma grande coxa de retalhos, de alguns eu me orgulho de outros nem tanto, mas quando eu olho para o todo não consigo me sentir bem. Eu olho pra todos aqueles pedacinho e buracos que me cobrem e só sinto pena de mim mesmo. Depois vem a raiva, porque ninguém deve sentir pena de mim, afinal de contas é pra isso que serve essa roupa, esses retalhos, para me protegerem, para não descobrirem o que há em baixo. Já não sei o que é que existe por traz de tudo isso, eu nunca sei, eu achava que sabia, eu não sei se sabia, ninguém sabe de nada, ninguém me conhece porque eu tenho MEDO. Nem sei de onde tirei coragem pra dizer que sou frágil,pra dizer que tenho medo, porque estou desfazendo as costuras? Existem posições confortáveis que agente vai mudando aos poucos, sem perceber. Eu vou me revirar, sacudir, descobrir e tampar ou não, mas eu vou vivendo.
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