segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

No fundo, a aprovação alheia tem seus efeitos
meus defeitos, meus feitos,
meus eus,

não devia me importar de não saber de tudo
tudo bem porque distraídos venceremos
e se perguntarem a qualquer um, serão todos felizes

Not my self on this site. [23/12/2010]


Vamos nos tornando calejados alejados, saturados suturados.

Sobram uns pedaços, que vão ao trabalho, à aula, saem com os amigos, fazem compras, festejam.

Sabe? Essas coisas…

Not my self on this site. [21/12/2010]



…I sleep alone the sun comes up
your still clinging to that notion…


Aos pegaços, os corpos
Os medos, os textos
O que eu apaguei,
e de mim já não sei
de você saberei?
Aos que me apeguei

A maldita caixa,
ela me entenderia.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Avisado.

Deve ter sido tudo muito divertido
Uma pena que eu não estava lá
Uma pena que não sou (ou era) eu.

Nunca foi eu,
Eu mesmo não

E veja como tudo acaba bem,
já que eu tenho que me restringir e aceitar a felicidade

Você tomou drinks legais?
Tirou belas fotos?
Vivenciou historias engraçadas?

Eu também tenho uma historia muito engraçada
:essa.
Afinal dizem por ai que a ironia produz humor

Mas eu não vou reclamar,
afinal de contas há um falsário por ai
Que se passa por outros.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Contato.

Todos esses sentimentos têm de ir para algum lugar









essa energia não me carrega
essas pessoas me consomem

não satisfeito
partiu

:assim ficará

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tolice.

Como eu queria ter alguém agora, para poder falar o que se passa, o que passou, o que acho que sou.
Um amigo estranho. É assim que eu o chamo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Navegando nas nuvens.

Meu pensamento ancora em mares profundos,
Ora em lugares seguros.
Se esse barco não para,
ele divaga.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Todos sabiam como eles iam acabar.

Foi bom no começo

Agora começa a me irritar
Mexendo na minha posição confortável.
Sem tocar, olhar, nada, nada.

Eu reestruturo.
Bem vindo.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um dia foi assim.

Fiz tudo como eu queria
Errei
Voltei pra casa xingando.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Resumo.

Basicamente: eu não gosto de mim, do que eu escrevo e do que sou. Tenho vergonha e não mostro nada. Eu odeio os meus textos, alguns eu até apago. Divago. Mas em geral eu sorrio, faço gracinhas, converso, essas coisas que agente faz quando ta perto de alguém.

Dos atos impossiveis.

Um dia desses como quem não quer nada, vou me sentar, pegar minha cabeça no colo, abrir e dar uma organizada. Tenho que tirar o lixo, organizar em ordem cronológica, ou por nomes. Quem sabe eu compre um pouco de bom senso e apatia, também to procurando por uma responsabilidade, não acho nenhuma barata. Acho que vou gastar uma tarde inteira nesse trabalho. Ando sem tempo (mentira, eu tenho tempo sim)... Mas é que eu sou meio impossível. Um caso peculiar, afinal de contas todos somos, quando penso que penso em algo inquietante, perturbador, doentio, eu me lembro que as outras pessoas também pensam, sentem e fazem. Um dia eu morro (e dai?). Não há oscar para o final da vida, nenhuma é original.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quantitativo.


Quantas vezes eu morri?
Aqui ou lá.
Quantas vez eu ressuscitarei
Para de novo desabar?

Hoje, agora,
Como eu (sobre)vivo?

O que dizer sobre viver?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mercado instável.

Sou um acionista
Não tenho valor
Acompanho as ações.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Insignificante.

Fui para a faculdade,
No ónibus fiquei alheio à todos, lendo meu livro
"Foda-se"
E me fodi todo,
Aula ativa, com a figura da solidão
Fiquei passivo com o papel na mão, falar sobre o que?!?!?!?
Sobre mim?
Não.

Enquanto isso a felicidade passeava pelo cinema
Ele disse no telefonema:
"Depois eu te explico"

E me deixou morrendo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Memórias de um ato.

No meio do bar acontece:
Ela se levanta e beija o afeminado
Ele beija a outra
Eu beijo a outra
Queria beijar ela
Ela beija ele
Ele beija a outra

Todos levantam seus copos para tragar a falsa felicidade
Os atores principais não ligam para os coadjuvantes
Os coadjuvantes interpretam a felicidade e a surpresa

Todos foram tomar no cu
Hoje estão juntos e felizes

A risada de deboche fica registrada
Mas você não estava bebâdo de mais para se lembrar (?)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Datado.

O que eu sou em Janeiro
Já não fui em Fevereiro
Exaustivamente eu repito: Eu não te conheço.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Roteiro.

Estou esperando vocês voltarem.

E assim acontecerá:
Você dirá como foi bom por lá.
Dirá que está preocupado com ela,
que a ama

Ela volta.
Vocês se beijarão

Eu resignado, ficarei feliz por vocês
Eu assistirei a tudo
Vou aplaudir no final

Está tudo ensaiado.

domingo, 3 de outubro de 2010

Erro vicioso.

Tenho vergonha de mim.
Caladinho eu me apago, aos pouquinhos
Pra não perceber, com a consciência negociar.

Me reduzo devagarinho
Sou todo borrado, sou todo errado

Sou nada, eu já fui.
Amei(?), mas falhei.
porque sou todo falho,

Sou a certeza de uma duvida
De um clichê mal escrito
De pouco em pouco eu me repito

Não chego em nada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Limitados[2]

No espelho.

Na moldura.

Tudo o que eu vejo é vago e não dura.

Falta.


Sozinho por escolha.
Ou por falta de escolhas.
Ou por falta.
Agora estou em falta.
Não importa o porque, o que me falta é você.

E quem é você? Onde está? O que é?

O que? O que me falta para acabar com essa falta?
Me falta até saber o que me falta.
Tantas vezes já repeti que estou em falta.
Fatal falta que me mata.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Filme.

Luz, câmera, ação...
Trilha sonora...
Sexo e redenção.

Apenas em ficção.

sábado, 28 de agosto de 2010

Meu amor.


Eu não encontro meu amor,
Nem no atacado, nem no varejo

Meu amor é uma peça rara
de outra coleção, outra estação

Meu amor é vintage
é brega, é high fashion.

Meu amor onde está?

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mente.

Estão rindo de mim.
É sobre mim que estão falando.
Estão olhando pra mim.

O que eles vão pensar?
É o que eu estou pensando.

Eu estou rindo de mim.
Eu estou falando sobre mim.
Estou olhando pra mim.

Eu sou o gordo estranho e feio
Super engraçado, mas que não serve pra ninguém.
Eles não podem ver que eu sou assim
Como eu sou?

Só eu sou paranóico e escrevo essas bobagens
Sou só eu que me sinto sozinho e tenho problemas.
Complexo de inferioridade.
Não sou só eu.

Sou sozinho
E os que estão comigo?
Estão sozinhos.
Porque eu não sou assim
Então como eu sou?
Eu não sou
Ninguém sabe de mim, nem mesmo eu.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nada de mais.

Eu me acostumei com as marcas do meu corpo.
Me acostumei com a solidão.
Posso fazer o curso de Administração e ficar ok.

É tão normal que ninguém me conheça,
as pessoas têm partes de mim, umas mais outras menos,
com maior ou menor intensidade
real ou mentira...

Eu não sei o que pensar ou sentir sobre:

Eu não me conheço.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Conteúdo.

Eu conti o que contenho.
Sou vazio de significado.

domingo, 15 de agosto de 2010

Casualmente atípico.


Era só mais uma noite comum na sua casa.
Tem cerveja?
Tá gelada?

Assim como tantas outras, com mais alguns ou só os três.
Éramos três, somos três, sou só um.
Vemos uns filmes entre uns cigarros e outros goles, casuais ou não
Rimos das mesmas coisas, rimos de "mas" e de "menas", uns dos outros

Sim, nós gostamos uns dos outros eu gosto de você, você de mim, eu dela, ela de você, você dela e ela de mim
Você e ela. Pra mim.
Ela e eu. Pra você.
Eles. Pra ela.

Entre tragos e risadas me perdi na madruga.
Me achei na privada, cama, colchão, acho que não.

Dormi?
Acordei?
Não sei

Sem eu pedir, não mandei. Eu só estava ali
Ai você vem, só pra ficar ali também.
Ali era onde eu estava.

veio ouvir meu coração
não entendeu
Tum-tum-tão-tão-tum-tum-tão-tão-tum-tum-tão-tão-tum-tum-tão-tão-tum-tum-tão-tão

Não devo querer o que eu não posso, não devo contar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O que?

""On and ever onward
Our home is all around us
On and ever onward
Our love is all around us"

Bjork and
The Dirty Procjectors - On And Ever Onward

Não só o amor, não só o lar
Tudo está a nossa volta
O mundo é poesia
A palavra é inventada
O que não é pode ser
O que não existe é só criar

O que eu não sei,
o que não vejo
o que não sinto
o que é que existe que não está por ai?



domingo, 1 de agosto de 2010




Fracasso
fraco
acasso




Hoje falhei.





terça-feira, 27 de julho de 2010

Agradecimentos.





Para ele e pra ela eles elas els els




Obrigado pela noite de hoje,


Obrigado.



Estou bem



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Para.

Não, realmente não há
em nenhum dos dois lados
eu existirá.

Como acaba?
amanham, como vou escapar?

so quero parar,
assim
bem

domingo, 4 de julho de 2010

Entre o Ser ou não Ser.

Escrever para agradar
descarregar

Implorar por alguém
ao ponte de ser o ninguém
Ser qualquer um
por alguém, não sem quem.

drogas e bebidas
melhores amigas de quem
vê ninguém

Sou eu? Sou à quem?
Alem de mim
pois não sei o que toco
não sinto o que penso

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Pontinha de felicidade.

Brigar por uma pontinha de felicidade
uma pontinha já quase apagada, toda queimada

Felicidade compulsório
aquela paga

Essa pontinha que causa pontadas em algum lugar da cabeça
culpa? vergonha? prazer? raiva? decepção?

tantos ramos que se perdem
onde não mais se pode apoiar
cansado de apanhar

Ainda assim insiste na maldita ponta

Vivendo sem pensar
Sentindo na superfície
bem na pele

posições confortáveis
ao longo do tempo
fodem sua coluna
compromete o corpo

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O que aconteceu?
alguma coisa errada
tudo parece certo

duvida
não sei

Não falo o nome.

nunca o senti
plenitude e entrega
saciedade incompleta

Olhando assim
eu apenas não o conheço
reflexos do desleixo
gasto e surrado

sábado, 19 de junho de 2010

Vergonha.


Eu apago os meus textos, as fotos, engulo a minha fala, apago os rastros, tento apagar a memoria.
Mas eu não me apago, e tenho vergonha disso...de mim
Tenho vergonha de quem eu amo, vergonha de quem me ama.
Vergonha de muitas coisas, não vou falar sobre elas.
Não agora, não assim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Atítular





estou bem


melhor agora?

Limitados.

Apaguei o outro texto.

Corpos Vazios é o que se vê

na rua, na avenida, na TV

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Antes de mais nada.

Queria saber...
Mas não sei se posso.
Desculpe, mas tenho que ir viver.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Vamos com isso.

eu tenho que melhorar
simplesmente parar

sem vergonha

vou olhar

estou ficando bom
estou bem
vou melhorar

cura

o tempo
é alento
lento
veloz
atroz
ritmo

já não me faz mal
com serenidade
com ternura

vermelho
candura

Viver o meu
eu seu

As borboletas
ainda
estão por ai

casulo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Saudades de você.

estou com saudades. Queria muito você aqui pra dizer as bobagens que você pensa sobre a novela, pra dizer que a comida tá gostosa, pra fazer comidas gostosas. Você faz falta durante os almoços e festas, falando que tal pessoa engordo, comentando o quanto aquela ta bonita e que o outro ali é um chato. Eu entro na casa e vou para o quarto pedir sua "bença", mas você não está lá. Até as plantas da casa parecem tristes e sem cor, porque você não está no jardim cuidando delas? Sua presença ( ou a falta dela) me ataca aos poucos. Volta pra mim, quero seu "abraço com dancinha" pra me acalentar.

Onde? Onde? Saudade.

sábado, 5 de junho de 2010

Agora eu estou feliz.
Com coragem de dizer
Que eu queria beijar
Queria aqui.

Só tenho um espaço
Um para tudo.

Estou bem.
Mesmo...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Não sei.


Meu corpo te chama,
-Amor venha pra cama.
Meu corpo deseja,
-Meu bem venha e me beija.

Ele estremece...
...
E nada acontece...

A boca cala
E alma clama
Se engana
E pensa o que pensa
Escreve o que não deve.

Eu, você, ele ela...
Quem?
Ninguem.
Um dia alguém
vem...

Isso realmente é uma droga.





Ideias giram na cabeça e deixam agente confuso... Será que se botarmos a cabeça pra girar as coisas ficam no lugar?
Mas que droga é essa!?!?!

Felicidade sim.

Felicidade o tempo inteiro,
É besteira quem a queira.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

E o liquido escorre pelos dedos
O filme passa
nada tem sentido
Tudo é lindo
estou feliz
Não sei porque
Apenas bem, é assim
Estou perdido e não dou a minima por enquanto
Não sei o que aconteceu
Estou sendo observado pelos objetos
Eu estou bem, de verdade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sepultação nossa de cada dia.

Estou cansado
Me arrastando por ai.
Estou mentindo
Para mim e para outros por ai.
Eu sei que me engano
Sempre soube do Auto-engano

Todos os dias eu enterro o que ressuscitei
E trago de volta à vida o que enterrei
E não volto onde queria, no que precisava

Eu me agarro a mim.
Despenco em mim.
Comigo me desavim
E fujo comigo,
De migo em migo

Vivo as mentiras,
Elas viram verdades.
Vivo uma vida que não é de verdade.
E as verdades que vivo na vida de mentirinha
Vistas de fora são baixas e mesquinhas.

Procissão até onde eu deixei você
Onde me deixei também.
É lá que eu estou
E nessas horas é pra lá que eu vou.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Álcool


A bebida é amiga,
É ingrata
"Estou só de passagem"
e passa...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Vazio.


Aquela casa com tantas pessoas não faz o menor sentido agora que está vazia, as pessoas estão lá, mas o vazio continua.
Aquela cama vazia também não tem sentido, enorme cama que não é mais ocupada.
A chacara vazia, todos aqueles metros quadrados de terra, todo o pasto, o curso d´água.
O quintal e as plantas, estão vazios.
Isso não faz o menor sentido.
Uma pessoa que ocupa tanto espaço, e cada canto daquela casa me faz lembra-la, deixa vazios ao partir.
Agora estou totalmente perdido
(como se antes eu soubesse de alguma coisa)

Eu não faço sentido, eu estou vazio.
Sequei, porque não há mais o que derramar,
Se surgir algo vou soltar ao poucos.

sábado, 8 de maio de 2010

Tagarela.

Eu sempre falo das mesmas coisas
Mesmas coisas, as mesmas.
Deve ser porque eu ainda não esgotei esses conteúdos.
Deve ser porque esses conteúdos não esgotam.
Eu sempre falo das mesmas coisas
Com outras palavras, assim talvez alguém me entenda
Assim talvez eu me entenda.
Eu sempre falo
As mesmas coisas
As mesmas.
Eu nunca falo.

Eu e a Caixa.

"Your neighbours were screaming
I don't have a key for downstairs,
so I punched all the buzzers hoping he would be there
And now my head's hurting
You say I always get my own way
But you were in the shower when I got there,
and I don't wanted to stay, but I got nothing to say

You were so beautiful before today
And then I heard what you say man that was ugly

The Moschino bra you bought me last Christmas
Put it in the box, put it in the box
Frank's in there and I don't care
Put it in the box, put it in the box
Just take it
Take the box

Take the box

I came home this evening and nothing felt like how it should be
I feel like writing you a letter but that is not me, you know me
Feel so fucking angry don't wanna be reminded of you
But when I left my shit in your kitchen,
I said goodbye to your bedroom and it smelled like you

Mr False Pretense, you don't make sense
I just don't know you
But you make me cry, where's my kiss goodbye?
I think I love you

The Moschino bra you bought me last Christmas
Put it in the box, put it in the box
Frank's in there and I don't care
Put it in the box, put it in the box
Now take it
Take the box
Just take it, take it
Take the box
And now just take the box
Take the box

Take the box"
Amy Winehouse-Take The Box

Mais uma vez ouvindo blues...Expecificamente a senhorita Amy.
Eu sempre uso as falas de outras pessoas para me expresar, um verso de musica, um verso de poema, um trecho de um livro. Sempre vendo semelhanças da minha vida nessas palavras

Os meus vizinhos não estavam gritando, eram meus pais, as vozes na minha cabeça, gritando.
Eu não tenho as chaves lá de baixo, do subconsciente, do que eu realmente sou.
Então eu saio desesperado procurando por qualquer um que me encontre.

Agora minha cabeça está doendo, ela sempre dói quando eu penso em tudo isso.
Vocês sempre falam que eu faço as coisas do meu jeito, realmente eu sou muito mimado, faço tudo o que eu quero mas não me satisfaço.
Vocês estavam no chuveiro ou em qualquer outro lugar quando tudo aconteceu comigo, quando qualquer coisa acontece comigo.
Eu não quis ficar, não tinha nada pra falar, não dei conta de falar, então fui embora...longe.

Você estava tão lindo ontem e todos os outros dias, sempre que eu te olho. Mas você retribui o olhar com reprovação.
E então eu ouvi o que você disse, aquelas palavras que eu merecia, aquilo foi muito feio, ficou muito feio pra mim, até hoje me machuca, até hoje eu tenho vergonha.

Tudo aquilo que vocês me deram, tudo o que eu sou, vou colocar na caixa, colocar na caixa, tudo vai pra caixa.
Frank está lá e eu não me importo, vou coloca-lo na caixa também porque não sou capaz de ama-lo, não na mesma intensidade, não sou capaz de amar ninguém, vou colocar na caixa, apesar que ele me amou, me ama.
Colocar na caixa, tudo na caixa, pegue essa caixa, eu espero alguém vir pega-la, eu espero alguém vir me pegar, me surpreender.

Cheguei em casa essa tarde e parecia que nada estava do mesmo jeito, tudo muda, mudou tão depressa. E toda vez que eu saio, me arrasto por um pouquinho de felicidade, eu volto e nada é o mesmo.
Eu sinto como se estivesse escrevendo um ultimato,
mas eu não sou assim, você não me conhece, eu não me conheço.

Mas quando eu deixei minhas drogas na cozinha, os meus vícios, meus segredinhos sujos.
Eu tentei dizer adeus pra vocês e pra mim, mas ai eu senti o seu cheiro, isso me fez voltar atrás.

Eu sou um grande mentiroso, eu simplesmente não faço o menor sentido.
Eu não te reconheço.
Tudo isso me faz chorar, não sei se eu quero um beijo de despedida, um prêmio de consolação.

Eu acho que eu não sei amar.

Vou colocar tudo na caixa, tudo para a caixa, está tudo na caixa, coloque na caixa.
Por favor pegue essa caixa.
Maldita caixa.
Bendita caixa.
Apenas pegue logo essa caixa.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Quando.

Quando você vai embora
A saudade me devora
Me faz querer mais.
Quando você vem
Me machuca
Só quero que você me queira também
Do jeito que eu sou
Só eu e mais ninguém.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Símbolos aglutinados.


Quando eu penso em mudar
Eu já falei.
Quando penso em fazer
Eu já me escondi.
Quando eu começo a pensar
Vem o devaneio e me leva
Vem a lembrança e me enterra.
Quando eu começo a agir
É pura mentira, eu interpreto.
Se começam a me amar
Eu não entendo.
Quando não me amam
Eu penso,
Ai vem turbilhão.
Quando eu me cansar dos "quandos"
Essas letras
Vão ter sentido
Ou
Não.
Quando eu me cansar, não vou voltar
a pensar,
A remoer
Ler, pensar, lembrar, visualizar, presenciar, ouvir falar...
Tantas ações que me fazem...
Estão me fazendo
Estou em construção
Estou mal, mau, contente, entediado, feliz, mal humorado, embriagado,...
Estado.
Tantas coisas que me fazem estar em estado de tantas coisas.

domingo, 25 de abril de 2010

Olá Estranho.

Há um estranho em minha vida.
Todos os dias eu o vejo.
Algumas vezes conversamos
Tantas outras nos bigramos.
Sou um estranho em sua vida.
Cada dia mais distante
Essa vida incostante
Me fez esquecer de como tinha que ser.

Assim será:
Vamos andar calados
Trancados em nossas torturas pessoais
Sem se importa se cada palavra
Faz viver ou mata aos poucos.

Vamos fazer juntos:
Não vamos existir
Não no mesmo plano
Não na mesma sala
Não no mesmo carro
Não vamos brigar.

Olá estranho
Não há prazer em te conhecer
Cada toque e aproximação
Cada palavra
Me faz querer esquecer
E faz eu ser você
Não te conheço
Não vou te conheçer
Não me conheça
Me esqueça.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Fatalidade.

O próximo toque vai ser fatal
vai fadar minha vida.
Todos os toques dos quais eu tenho medo
tudo que eu escondo mostrando
maquio e me tampo.
O próximo toque vai me matar de prazer ou angustia
mas vai passar...
Assim como a aula acaba
assim como o filme passa
assim como todos morrem
Vai passando.

domingo, 18 de abril de 2010

Consciente.


Eu sabia que iria me machucar
Sabia que você ia gritar e brigar comigo
Que no final da noite eu estaria reflexivo mais uma vez
No final eu vou dormir sozinho, vou emburrado
E você preocupado, chateada.
Mesmo assim, eu fui, fiz, disse, calei, olhei, menti, interpretei
Para ter um momentinho de satisfação
Ou então eu ficaria apenas com os gritos, as brigas, a reflexão, os emburrados, os preocupados, os chateados.
No outro dia me resta uma apatia, um teatro.
Eu vou me ferrar a longo prazo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sem motivos.


Um dia eu vou tomar uma dose cavalar de você, para morrer de dor e prazer, de felicidade e tristeza.É melhor do que morrer aos poucos pelos mesmos motivos. Hoje não há tempo para se esperar por nada. Então não espere nada de mim.

domingo, 28 de março de 2010

Corriqueiro.

Levantei para um novo dia.
Levantei porque vivo estou.
Novo dia se repete
Novo de novo.
Velho.
Levantei para morrer.
Porque vivo cada dia
Se não estivesse vivo
Morto eu estaria.
Levantei, mas não porque queria
Já era dia.
A cabeça doía
Mas levantei.
Levantei mas não estou vivo
Eu apenas sobrevivo
Eu existo.
Estou existindo porque levantei

Um dia eu não levanto
Novo dia
Levantou as pessoas.
Abre a porta e vai
(sobre)viver.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Desejo qualquer.

Não vai te fazer falta
Contando que você sempre tenha alguém para garantir sua noite
Fica tudo ok.
Mas eu,
Eu meu caro,
Morro,
Porque não me basta a embriagues de cada noite
Sou egoísta
Quero você, quero me satisfazer
Quero tudo do meu jeitinho
Sou mimado.
Olhando bem, quero qualquer um que
Se disponha a ser perfeitinho.
Vou sonhando
Ser alguém que eu não sou
Ter alguém que eu não mereço.
Eu não falo nada, vou calado
Quando você me confronta eu estremeço.

Mas no fundo, no fundo
Só desejos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ne me quitte pas.

Beijos roubados de uma boca que não estava sóbria
E eu achando que você não sabia
e eu achando que você esquecia
Me martirizei quando você me empurrou
Negociei com a consciência e fingi o que não deveria
E quando eu não estava em mim,
Quando fui aquilo do qual ri,
Tudo que repudiei, tudo o que eu odeio
Você sempre soube, não esqueceu
Isso me doeu
Cada palavra que eu merecia,
Até hoje me mata e me aniquila
Os papeis se inverteram
Você não me aceitou e nem por isso foi embora
Não sou corajoso, não fui consolado
O ciumes me consome por eu não estar do seu lado.

domingo, 21 de março de 2010

Consumir e ser consumido.


Eu pego um produto qualquer na prateleira, só pra ler o rotulo dele.
Quantas colorias eu engordo se comer isso?
Qual a quantidade de sódio?
Qual o gosto musical? Porque hoje em dia todos tem que ter um.
Será que é um produto mpb? Talvez um metaleiro ou então uma micareta.
Contém Glúten? Parece que não
Mas pelo visto tem fenilalanina.
Cadê a parte que fala se é hetero, gay ou bi?
Ué! Esse produto tem que ter essa informação, ele tem que ser alguma coisa.
Ta com cara de que é colorido artificialmente.
Será que tem refil?
Esse produto ta com cara de ser pra pobre
Opa, eu vi uma senhora entrando com ele num carro de luxo.
Levo ou não?
Essa embalagem ta tão feia.
Como eu vou servir isso para os meus convidados?
O que será que eles vão pensar de mim?
Onde eu vejo se a empresa é ecologicamente correta?
Ah ta aqui, é reciclável.
Mas olhando melhor parece que só gente promiscua consome isso.
Nossa mas teve uma vez que eu vi esse produto sendo vendido naquela festinha da igreja.
Ok eu vou levar.
E se for propaganda enganosa?
Eu não to achando o número do SAC nesse rotulo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Serpente.

Tenho a alma solenóglifa.
Todos os dias tento recusar meu veneno
Não é o que acontece.
Sou rastejante, sorrateiro
Sou tudo, menos o que eu quero.
Tenho de tudo, mas ainda acho o que me falta.
Você não me vê, estou sempre na espreita
Vou comendo, só pra sobreviver
Vou sobrevivendo só pra viver.

terça-feira, 9 de março de 2010

Dentro do banheiro.

Entrar no banheiro todo dia, ritual de tirar a roupa e olhar as marcas do meu corpo. No espelho da pra ver tudo, durante o dia agente pode até não perceber, mas é inevitável não ver os reflexos. Debaixo do chuveiro, eu escorro junto com a água, o sabão e qualquer outra coisa. Sentado no vaso eu me demoro mais do que devia, dou descarga varias vezes. Eu abro os armários à procura de um sabonete que não existe, um creme que já acabou, um pente que estragou, um shampo que está com data de validade vencida. Vasculho as gavetas. Abro as caixas de remédio para ler as bulas, pra saber o que cada um faz e quais os efeitos colaterais. Uma ultima checada no espelho, opa essa marquinha aqui da pra esconder. Abro a porta e saio.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Incompetente.

Falar
escrever
expressar
ser amigo
consolar
ser filho
ser estudante
amar
pensar.
Sou uma fraude. Não sou nada.
Sou é chato de ficar reclamando.
E dai a vida segue.

terça-feira, 2 de março de 2010

Nem mesmo o tango.

O que fazer quando se sabe que a morte está no corpo?
Já não se sente os mesmos prazeres de antes, as pernas já não andam, só engatinham
A boca está seca, assim como a pele e tudo fica murcho.
O corpo que amou, que sentiu gostos, texturas, brisas, aromas, que gerou vida, que viveu!
Agora está traindo a si próprio.
O que fazer quando não se têm forças nem mesmo para dançar o tango argentino?
E durante os dias ouvir os soluços e lamentações de quem agente achava que não deveria chorar?
A minha vida é incerta, mas, triste é a vida que é certa.
É certo que iremos acabar, é triste que alguns vão sofrer.
Enquanto isso não vou ficar de "pré-luto".

Estado.

Estou doente.
Sintomas:
Febre, dor de garganta, indisposição, pensamentos variados e incostantes, insatisfação com o corpo e comigo mesmo, baixa imunidade, formação de ínguas, baixa alto estima.
Diagnóstico:
Se alguém tiver um me fale, porque eu não sei qual medicamento usar para combater essa doença.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Simples

Ele foi e eu fiquei.
Os dois se aproximaram e eu me afestei.
Não me fez bem.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Crônicas em vida.

Diva era filha de Sara e Davi. Sara teve uma gravidez de risco e um parto conturbado, quase perdeu a filha. Davi batizou a filha de Diva pois como a criança quase morreu ao nascer ele prometeu que daria uma vida de princesinha para sua filha. Diva era alegre, sorridente, mimada, e adorava fazer desenhos para os pais, era uma aluna exemplar, cantava no coral da igreja. Aos 12 anos de idade Diva ficou doente e após uma bateria de exames o diagnóstico foi: Lupos. A doença torturou a menina por anos, durante uma crise muito forte acabou ficando depressiva. Para fugir da depressão buscou refugio nos alimentos. Com o tempo ficou gorda e deformada. O resultado de tanta comida além de: não participar ativamente das aulas de educação física no colégio, não andar de ónibus por não passar na catraca, não encontrar namorados, ser motivo de piadinhas; foi o diabetes. Diva que não tinha histórico de diabéticos na família, agora tinha uma serie de privações. Teve crises de abstinência por não poder comer seu chocolate favorito. Aos 19 anos conheceu Abel, o único rapaz com o qual namorou. Substitui o vicio nos alimentos por Abel. Estava tão perdidamente apaixonada que, contrariando os costumes de sua família que eram cristãos protestantes fervorosos, teve sua primeira relação sexual antes do casamento. Durante o ato, talvez por Inexperiência ou por desatenção Abel colocou a camisinha de forma desajeitada em seu pênis, ela acabou rompendo durante o coito. Como eram frequentes os exames de Diva, ela acabou descobrindo rápido qual foi o resultado da fantástica noite com Abel: HIV. Sara e Davi desertaram a filha quando souberam o que ocorreu entre ela e Abel. Alguns meses depois teve de amputar as pernas devido complicações do diabetes. Por um erro médico fizeram a cirurgia errada e retiraram um de seus rins. Poucos dias depois sua imunidade estava extremamente baixa, culpa do HIV, resultado: Diva morre. Os pais da jovem decidem entrar na justiça contra o hospital e o medico que cometeu o erro cirúrgico. Após negociações os pais decidem não processar o hospital e em troca ganham uma quantia em dinheiro. Enquanto isso as fofocas corriam de boca em boca, eram os vizinhos, os parentes, os amigos da igreja. Ouvia-se comentários do tipo: "A Diva descansou! coitada né? tava sofrendo, foi melhor assim, era a vontade de deus" "É a vida."

Opções.


Uma casinha de bonecas e bonecos, com o carro, varias roupas, estilos de cabelo diferentes. Colocar as bonequinhas para fazer festinha, comer, conversar, namorar. Um dia eu me canso delas e vou brincar no vídeo-game, nossa! lembrei que tenho uma vida extra naquele jogo. Banco imobiliário, tem tempo que não fico rico. Ainda não decorei as novas cartas do Master. Droga, amanham tenho aula, preciso de mais tempo para jogar aquele jogo on-line, aquele onde eu sou mago, se me empenhar mais quem sabe posso virar bruxo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sinestesia.

As vezes a paisagem é bonita e pronto, não tem muito de especial, mas agrada,as cores ficam deslumbrantes quando iluminadas por alguns tons. Chuva bem fraquinha, eu vi quando ela estava chegando, não muito longe a imagem era distorcida pelos pingos. Vento, levou as nuvens de chuva bem na hora que o sol já se despedia também. O único vento agora é o do ventilador, pela janela nada mais que outro prédio com janelas, sacadas com plantas, tudo molhado pela chuva e o sol mesmo tímido vai secando o que pode antes de ir embora. As plantas balançando uns centímetros. Sons de carros, alguns pássaros, uma criança, o ventilador, o teclado, está tudo em silencio. Nada de sobrado de vários andares, carros modernos, viagens no final do ano (apesar de serem bem agradáveis), nada de nada. São só as cores, o balanço e os sentidos. Tudo simples. Nada de mais, nada de menos. Eu senti, eu gostei. Estou escrevendo algo que nem mesmo meus sentidos captaram bem. Foi bom.

Monstro do armário.


Todas as noites a criança ia dormir, colocava a cabeça sob o travesseiro e refletia sobre o que acontecera no dia, pensa no que havia aprendido, nos novos amigos que fez, com quem brigou, pensava em tudo quanto é coisa. A pobrezinha quando estava quase absorta em seus pensamentos, quase adormecendo, olhava para o guarda-roupas e via um monstro terrível! O monstro abria a porta do do móvel devagarzinho, chegava muito próximo da criança e ria, fala coisas que à metiam medo, relembrava episódios de sua vida, cenas do qual ela queria esquecer. Era um terror. Toda noite a criança passava os olhos pelo armário e nem lembrava da criatura porque estava muito embalada em seus pensamentos, ficava num estado onde já não se sabe o que era sono, sonho ou realidade. Porém o monstro era bem real e todas as noites tinha formas diferente. A criança foi crescendo e aquele ser continuava a perturba-la todas as noites. Se tornou algo tão rotineiro que apesar de ficar apavorada toda vez que estava na presença dele, esperava por ele todas as noites. Depois de muitos anos de convivência com o Monstro, a criança que já nem era mais uma criança estava entediada em sua casa, sem muito o que fazer, apenas pensando na vida, resolveu mexer em seu armário; Não encontrou nenhum monstro, ficou lá, apenas mexendo em suas roupas, suas coisas, e olhando no espelho pendurado na porta do guarda-roupas. Estava tão entediada e sozinha que acabou morrendo. Jornais noticiaram sua morte no outro dia como "Inesperada e fatal".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Não me deixe só, eu tenho medo do escuro.

Me deixe ocupado querido, não permita que minha mente entre em devaneio. Eu não posso ficar sozinho comigo mesmo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Terra remota em alto mar.

Eu vou me esvaziar, vou escrever, escrever, vou falar ou pelo menos tentar. Já estou vazia, não posso falar, eu sou seco não vou negar. Nada me pertence, sou uma grande coxa de retalhos, de alguns eu me orgulho de outros nem tanto, mas quando eu olho para o todo não consigo me sentir bem. Eu olho pra todos aqueles pedacinho e buracos que me cobrem e só sinto pena de mim mesmo. Depois vem a raiva, porque ninguém deve sentir pena de mim, afinal de contas é pra isso que serve essa roupa, esses retalhos, para me protegerem, para não descobrirem o que há em baixo. Já não sei o que é que existe por traz de tudo isso, eu nunca sei, eu achava que sabia, eu não sei se sabia, ninguém sabe de nada, ninguém me conhece porque eu tenho MEDO. Nem sei de onde tirei coragem pra dizer que sou frágil,pra dizer que tenho medo, porque estou desfazendo as costuras? Existem posições confortáveis que agente vai mudando aos poucos, sem perceber. Eu vou me revirar, sacudir, descobrir e tampar ou não, mas eu vou vivendo.