quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Deserto

Eu estou no deserto

Essa terra que nada dá,

Dias quentes

Noites traiçoeiras


No deserto,

Pra qualquer rumo que eu vá

Só areia vou encontrar.


Aqui,

Só o que faço é andar

Andar me faz suar


Nunca sai do deserto

O deserto não sai de mim.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Golpe.

E porque eu achei que seria diferente?
Se já sabia de tudo

Seja maduro, você está muito mais firme
com seu eu todo esfacelado

Tratou bem dos cabelos
da alegria, dos amigos, e nem tanto da família.
Mas foi ingrato com a tristeza
sem dar-lhe o melhor

Enganou todo mundo
mas onde está a sua auto-estima agora?
onde ela esteve esse tempo todo?

Vá se despindo por aí
Há muita coisa pra surgir

Muita ingratidão pra se curar

Você é muito legal pra qualquer um
E coleciona mais um arranhão no seu ego
Mais um prego no coração

Outra faca e outra luta nas mãos.
O mesmo objetivo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Futuro próximo.

Prevejo tempestade, tempo ruim
Conversa fiada com línguas afiadas.

Eu vejo choro e solidão
ela tentando mudar minha vida
-e eu dizendo "não"

São corações partidos
Vidas destruídas
E famílias arruinadas

São olhos vermelhos de lágrimas

E toda aquela atenção
A ação, o ato de fazer
de fumar
Querer que eu vá igreja rezar...

Enquanto trago
de volta a loucura
de volta ao normal

E as frases que não saem da minha cabeça
É a casa que vai cair
Um outro ambiente a se procurar

Vou passar por tudo e andar
Vou sobreviver
pra outro dia poder chorar...

Não, não, não.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Trincados.


Embriagado, achando tudo nojento
um chato
Ele foi embora pra casa chapado

Não percebeu o começo desprezo
se escondeu
andou pelos cantos avesso

Dentro de casa nem te conheço
escreveu
um texto, e nem gostava

Era a podridão, o vazio
era o chão
Na madrugada divagava

Os mesmo três versos
não dá nada
Os três acesos

Uma história nublada
com fumaça,
E parece que não sei
mesmo é de nada.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Hiato.

Durante o hiato,
não fiz.
Me fudi.
Não rimei,
não acertei,
não escrevi
nada
não
falha
eu só fugi. É só o que eu faço.
Não queria (mas queria) que sentissem pena
foi feito não foi feito.

Eu queria morrer, queria muitas coisas
não consegui.
quanta vergonha eu sinto de mim mesmo
eu me deixo - nunca o fiz

Merda é só o que eu faço.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ícones

Olhava seus corpos
as pedras esculpidas
braços, pernas, rosto e barriga
E o que eu não via era engessado

Um pacote promocional
completo
Tudo muito rígido
Parado

Andei pelos museus
nos templos
Só as estátuas continuam lá

Gesso dos pés à cabeça

Entornando copos
botando as ideias,
pra girar

Pior sou eu
que me limito a andar
sou rígido em algum lugar

Uma peça de mármore,
inteira, fria, esculpida, parada viva

os outros ruínas,
poeira que o vento vai levar
destroços pra se juntar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ela virá.

Sentado num bar,

quem diria?

O que ambos tentam expresar?




Distraídos venceremos,
O que eu escrevo e ela lê
O que se entende?

não se entende, e sente
não se sente, mas entende



O que?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Twitter, adaptado e readaptado.

O quê Abril?
Fez promessa e não cumpriu.
Já sei o que eu quero.
Repito pra mim mesmo o que eu quero.
O que eu quero.
Oqueuquero.

E lá vem Julho.
Será traido e esfaqueado?
É o mês que Caio?
É o que se faz e o que se fez?
É o que?
Quero até ver.
Julho é meu, é dai em diante.

E esse que será meu mantra.
Vou pros NL's, pras provas, pras aulas,
pro TI, pro cursinho, pra financeira,
pra puta que pariu : Julho é Meu.

Volto me para mim mesmo,
como já fiz tantas outras vezes,
como sempre acho que faço,
como nunca faço.
E é assim pra mim, tudo e nada.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O quê Abril?

E começo a crescer
Como PODC,
E já cansei do semestre

Já pulei de obsessão em obsessão

Já planejo antes de sonhar
Já organizo os meus horarios
As aulas de direção estão por vir,
Habilitação, outra competência,

E vida segue solta sem controle

Já fiz uma droga de pedido pra seda
aos sinais
O CEO é o limite.

Já gritei
É o inferno que está ai
Eu estou aqui.

E o que todas vez eu volto a repetir.
Um blog todo de negativas, por quê?

Já passo por seleções, e tenho titulos
repito pra mim mesmo o que eu quero
o que eu quero
oqueuquero

Prometo: O próximo semestre é meu.
Quero ver se vou cumprir.

terça-feira, 29 de março de 2011

Eu sempre conversei sozinho mesmo. Muito antes do twitter, muito antes do blog, antes dos celulares, muito antes das agendas, dos papeis. Muito antes de conversar,
de abrir
a boca
pra
falar.
Passei por todos, aos berros.
Já falava sozinho antes mesmo de querer gritar.
Falava sozinho, antes mesmo de querer falar comigo mesmo.

T.O.C.

Quero contato.
Toque.

Quero que alguém me ligue no meio da noite, acometido por uma loucura e me pergunte o que estou pensando.
Não quero assistir às aulas de microeconomia, estatística, matemática financeira, contabilidade.
Eu só quero fazer as minhas coisas,
Uma casa, um bar, um carro, viagens, espetaculos.
tudo muito ordinario, nada muito diferente de como é agora,

Com mais integridade e liberdade,

Ter as minhas coisas, ser magro, aceitavel
usar as minhas roupas
Dar um salto
me presentear

E ser eu mesmo (seja lá o que isso for)
e poder falar, escrever, bem o suficiente

Ser bom o bastante, e estar satisfeito com o migo mesmo.

o mais extraordianário dos ordinários.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Descrescendo.

Eu sinto falta de um amor que eu nunca tive.
Eu sinto amor por quem nunca terei.
E tudo que eu faço
sinto que
falhei

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando não me distraio.

Do que estou fugindo?
Dos pais,
Amigos,
Estranhos,
Conhecidos,
De mim?
Corri pra me encontrar?
Pra me deixar de lado por um minuto?

E como fica a realidade?
Onde fica o mundo que eu não contaminei?
Onde está a felicidade?

e o que eu faço direito?
e não faço psico,
e não escrevo nem leio

E vou falhando como ser humano
Sendo certo andante.

Sou pedaços, escrevo pelas metades
sobre mim, sobre peças
estilhaços

E nada faz sentido.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Recuperei-me da dependência do seu amor (acho)
amizade

velho mundo novo;
rima velha

sentido novo

dependência nova

vivência que inova.

Renova, o que nunca foi novo.

Moral da história
:

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Apostas.

Dei as cartas,
Para mim uma mão vazia,
Pra você tudo o que sempre queria,
Coloquei todas as fichas, todo dinheiro, tudo de mim

e ainda assim...

Uma mão vazia, não toca por completo.
Não sou tudo o que você queria, sou só parte,
Então você não sai de mim
Eu não te deixo,
All Win,

e ainda assim...
Jogando o jogo que não tem fim.

Porque apesar de perder, meu rosto de poker, blefe...

Finjo que sou feliz

Cairam, ganhei, perdi.