terça-feira, 29 de março de 2011

Eu sempre conversei sozinho mesmo. Muito antes do twitter, muito antes do blog, antes dos celulares, muito antes das agendas, dos papeis. Muito antes de conversar,
de abrir
a boca
pra
falar.
Passei por todos, aos berros.
Já falava sozinho antes mesmo de querer gritar.
Falava sozinho, antes mesmo de querer falar comigo mesmo.

T.O.C.

Quero contato.
Toque.

Quero que alguém me ligue no meio da noite, acometido por uma loucura e me pergunte o que estou pensando.
Não quero assistir às aulas de microeconomia, estatística, matemática financeira, contabilidade.
Eu só quero fazer as minhas coisas,
Uma casa, um bar, um carro, viagens, espetaculos.
tudo muito ordinario, nada muito diferente de como é agora,

Com mais integridade e liberdade,

Ter as minhas coisas, ser magro, aceitavel
usar as minhas roupas
Dar um salto
me presentear

E ser eu mesmo (seja lá o que isso for)
e poder falar, escrever, bem o suficiente

Ser bom o bastante, e estar satisfeito com o migo mesmo.

o mais extraordianário dos ordinários.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Descrescendo.

Eu sinto falta de um amor que eu nunca tive.
Eu sinto amor por quem nunca terei.
E tudo que eu faço
sinto que
falhei

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando não me distraio.

Do que estou fugindo?
Dos pais,
Amigos,
Estranhos,
Conhecidos,
De mim?
Corri pra me encontrar?
Pra me deixar de lado por um minuto?

E como fica a realidade?
Onde fica o mundo que eu não contaminei?
Onde está a felicidade?

e o que eu faço direito?
e não faço psico,
e não escrevo nem leio

E vou falhando como ser humano
Sendo certo andante.

Sou pedaços, escrevo pelas metades
sobre mim, sobre peças
estilhaços

E nada faz sentido.